fevereiro 1, 2018

Ato Terapêutico: Igreja como Lugar de Cura

A igreja é, e sempre será, um lugar feito por pessoas humanas! Somente isto! Mesmo tendo focos de cunho espirituais, a dinâmica na qual a igreja está envolvida é, antes de ser espiritual (ou ser percebido como tal), um espaço eminentemente humano.

Eu sou do ponto de vista que a ordem dos fatores altera o entendimento. Assim, antes de entender a igreja como um lugar de percepção do mundo espiritual, é preciso que se entenda a igreja como um lugar de relacionamentos humanos. A inversão das coisas, ou seja, querer perceber logo a igreja a partir do que se entende por espiritual, para depois, tentar viver a dimensão humana, pode transformar estes humanos em seres extremamente pedantes e insensíveis: meros humanos pensando ser deuses e deusas. O pior dos males!

É claro em todo ensino bíblico que a finalidade da cura não é a erradicação da doença. A meu ver, é possível perceber, em linhas gerais, que há três finalidades essenciais, a partir do contexto do Novo Testamento, especialmente nos evangelhos: glorificar o nome do Senhor; evidenciar as credenciais do Messias; e beneficiar o ser humano.

Portanto, ao se pensar na questão da cura, é preciso levar em consideração, pelo menos, estas três questões.

Glorificar o nome do Senhor, evidenciar as credenciais do Messias e beneficiar o ser humano. Esta é a essência quanto ao destino da cura. “Aquele que te sara” (YHWH Rafah – O Senhor que te sara) deve ser o centro para o qual toda expressão de reverência e gratidão deve apontar quanto a qualquer expressão de súplica, oração ou prece que evoque o benefício da cura: Diz o profeta: “Cura-me, Senhor, e sararei; salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor” (Jeremias 17:14). Jesus, ao curar um paralítico, mostra tanto a realidade do glorificar o nome do Senhor, como evidenciar as Suas próprias credenciais:

Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa. E, levantando-se logo diante deles, e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa, glorificando a Deus. E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos prodígios. (Lucas 5:23-26).

Outra passagem bastante conhecida, que mostra estas duas dimensões – Glorificar a Deus e evidenciar as credenciais do Messias – é a cura (da morte) do filho da Viúva de Naim. Diz o texto bíblico, logo depois que Cristo ressuscita o mancebo: “E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo” (Lucas 7:16). Assim, o povo glorifica a Deus e reconhece a Cristo como profeta de Deus!

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